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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O oitavo passo decisivo para a ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA

IDALBERTO CHIAVENATO, no sétimo capítulo de GERENCIANDO PESSOAS - O PASSO DECISIVO PARA A ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (Makron Books, 1992), trata da liderança da equipa de trabalho como uma das principais ferramentas gerenciais para administração participativa.

1. Os diversos conceitos de liderança

Liderança é a influência pessoal exercida numa dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objectivos específicos. Nesse sentido, liderar é influenciar.
Para influenciar mister ter poder, este concebido como a capacidade de exercer a influência. Quando legítimo, o poder se torna autoridade, ou poder legal socialmente aceito. Existem vários graus de influência, como a coação, a persuasão, sugestão e emulação.

A liderança é efectivada em uma determinada situação, ou seja, ela não depende exclusivamente da pessoa que lidera, mas também das demais pessoas e do ambiente que ocorre.

A liderança é efectivada pela comunicação.
A liderança visa à consecução de um ou de diversos objectivos específicos.

2. Os estilos de liderança

a) Liderança autocrática, liberal e democrática
A liderança autocrática gera maior produção, tensão, frustração e agressividade. A liderança liberal não gera grandes produções, mas sim individualismo, desagregação, agressividade e pouco respeito à liderança. A liderança democrática é um meio termo entre as anteriores, proporcionando produção e satisfação, ou seja, produção com qualidade, não quantidade.

Na prática a liderança deve usar os três estilos de acordo com a situação, com as pessoas e com a tarefa a ser executada.
b) Liderança centrada na tarefa versus liderança centrada nas pessoas

A liderança centrada na tarefa (job centered) está para a Teoria X, assim como a liderança centrada nas pessoas (employee centered) está para a Teoria Y.
c) Ênfase na produção versus ênfase nas pessoas


BLAKE e MOUTON, em A estruturação de uma empresa dinâmica através do desenvolvimento organizacional do tipo grid, oferecem uma técnica de alteração comportamental denominada Grade Gerencial (Managerial Grid).

A grade gerencial é uma tabela de dupla entrada composta de dois eixos: o eixo vertical representa a ‘ênfase nas pessoas’, enquanto o eixo horizontal representa a ‘ênfase na produção’. Dos extremos ao ponto médio da referida grade surgem os estilos de liderança, a saber:

Estilo 1,1: tendência ao mínimo esforço;
Estilo 9,1: preocupação pela produção e quase nenhuma preocupação pessoal;
Estilo 1,9: ênfase pessoal, quase nenhuma preocupação com a produção;
Estilo 5,5: tendência à mediocridade;
Estilo 9,9: tendência à excelência.

A mudança de comportamento proporcionada pela grade gerencial parte da observação pessoal da gerência quanto ao seu tipo de liderança, em busca do estilo 9,9, que é o estilo da excelência gerencial, com elevada preocupação tanto pela produção como pelas pessoas que produzem.

3. Escolha do perfil de liderança

TANNENBAUM e SCHMIDT, em How to choose a leadership pattern, oferecem algumas bases teóricas para escolha do perfil de liderança. Segundo tais bases, cada tipo de comportamento está relacionado com o grau de autoridade utilizado pelo líder e o grau de liberdade disponível para o pessoal subordinado na tomada de decisões. Essa diversidade comportamental está representada um continuum de padrões de liderança.

Cada gerência escolhe o seu padrão de liderança em função de três forças, a saber:
1ª) Forças gerenciais: valores e convicções pessoais, confiança no pessoal;
2ª) Forças subordinadas: necessidade de liberdade ou orientação superior, disposição de assumir responsabilidades, segurança em situações incertas, experiências e conhecimentos;
3ª) Forças situacionais: tipo de empresa, valores e tradições, políticas e directrizes, tempo de trabalho, etc.

FIEDLER, em A theory of leadership effectiveness, desenvolve um modelo contingencial de liderança eficaz, baseado em três factores situacionais:
1º) Poder de posição do líder;
2º) Estrutura da tarefa;
3º) Relações entre liderança e pessoal.

Quando maior o poder da posição, a estruturação da tarefa e o nível das relações entre a liderança e o pessoal, tanto maior a razoabilidade situacional para a liderança eficaz, seja ela orientada para as relações humanas, seja para a tarefa.

4. Mas o que significa realmente liderança?

O real significado da liderança no gerenciamento de pessoal objectivado para administração participativa envolve não apenas a eficiência gerencial, mas também sua eficácia, frente às mudanças no ambiente de trabalho. Assim, constituir a própria equipe de trabalho, analisar e planejar as tarefas, motivar o pessoal, monitorar desempenhos e recompensar a eficiência são atributos da liderança.
Em outras palavras, a liderança deve estar sempre focada em objetivos a alcançar, orientando o pessoal para a ação, com autoconfiança e habilidade no relacionamento humano, bem como criatividade, inovação e flexibilidade. Tudo isso a cada decisão, em busca da excelência no desempenho.
Sinceramente,

Carlos Perin Filho

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