Meu cão chamado "SEXO"
Todo mundo que eu conheço, e que tem um cachorro, costuma chamá-lo de Rex, Lulu ou algo assim.
Eu botei o nome do meu de "Sexo".
Mas agora, Sexo é muito embaraçoso para mim...
Quando eu fui à prefeitura renovar a licença dele, disse ao funcionário que queria uma licença para Sexo, e ele disse que também queria uma para ele!
Aí eu disse que era para um cachorro, e ele disse que não se importava com o tipo de vida dos outros.
Eu disse: - "Você não entende? Eu tenho Sexo desde os 9 anos de idade."
E ele replicou: - "Você devia ser um garoto bem precoce!"
Quando resolvi casar, disse ao padre que gostaria de ter Sexo na igreja durante a cerimônia de casamento.
Ele falou que eu teria que esperar a cerimônia acabar.
Eu disse: - "Mas Sexo tem uma grande importância na minha vida.
Meu mundo gira em torno de Sexo."
Ele disse que não gostaria de ficar ouvindo sobre a minha vida pessoal, e que não nos casaria na igreja dele.
Aí eu contei a ele que todos os familiares e convidados gostariam de ter Sexo na igreja.
No dia seguinte casei apenas no civil.
Minha família foi banida da igreja para sempre.
Quando fomos para a lua de mel, levamos Sexo conosco.
Ao chegar no hotel, eu pedi um quarto para minha mulher e eu.
E um quarto especial para Sexo.
O atendente disse que todos os quartos eram bons para sexo.
E eu: - "Você não entende?
Sexo me mantém acordado a noite toda!
E ele: - "Eu também!"
Um dia inscrevi Sexo numa competição, mas ele sumiu.
Um outro competidor perguntou o que eu estava procurando, e eu disse que gostaria de ter Sexo na competição.
Ele disse que eu estava na competição errada.
- "Por favor", implorei, "Eu quero ter Sexo na TV!"
Ele chamou os seguranças, que me puseram para fora.
Quando me divorciei, fomos ao fórum, brigar pela custódia do cão.
Eu disse: - "Meritíssimo, eu tinha Sexo antes do casamento, mas ele me abandonou depois que casei."
O Juiz lamentou:
Ontem à noite Sexo fugiu de novo. Procurei durante horas, até que um policial perguntou o que eu estava fazendo na rua às 4:00 da manhã.
Eu disse que estava procurando por Sexo.
Meu caso vai a julgamento semana que vem...
Bem, agora eu estou na cadeia, divorciado, com mais problemas com o cachorro do que eu poderia imaginar.
Quando fui à primeira sessão com o psiquiatra, ele perguntou qual era o meu problema.
E eu disse: - "Sexo sempre foi meu melhor amigo, porto da minha vida. Mas, agora ele me abandonou, e sem Sexo eu estou tão sozinho que não tenho mais razão para viver."
E o doutor: - "Sexo não pode ser o melhor amigo de um homem. Por que você não compra um cachorro???"
Hoje as pessoas pensam muito em sexo, então quando temos alguém que adora fazer sexo, nada melhor que também comprar um cão e dar-lhe o nome sexo.
Imaginem, depois as questões, que se fazem, quando nos questionam, no tempo livre o que fazemos com o nosso cão?
-Levamos o sexo connosco a passear e andamos a passear pelas ruas o nosso sexo.
Digam lá que não é brilhante estas questões.
Bem é melhor não continuar, senão não saímos daqui.
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Miguel adoptou uma criança, mas Paulo também é pai
Espero que o governo faça justiça, e deixe este casal e outros homossexuais serem pais mesmo casados, porque o bem estar das pessoas e a Justiça, eu defendo-a, mas corrupção e a mentira já não.
Espero que se faça justiça e que estes casais sejam desde de agora mais felizes do que eram e possam ser pais.
Espero que sobretudo o ser humano aceite, porque o respeito e o acto de dar amor a uma criança e poder fazê-la feliz sem ser numa instituição, é sempre bom sinal, se o casal nunca se agredir nem ter atitudes que muitos heterossexuais estão a ter últimamente.
Apesar de ser Hetero, defenderei sempre a diferença da minha orientação, porque saber respeitar o próximo é gratificante e aceitá-lo também, porque todos nós somos Filhos de Deus, e não somos mais do que os Homo, mais iguais, porque tudo que fizermos aqui, nós deixamos para trás e não conseguimos levar com a nossa morte.
Por isso saber respeitar o próximo é sempre o melhor acto e atitude do Ser Humano, por isso façam-no sempre e serão sempre felizes com o mundo e com a sociedade.
Boa sorte para os Homossexuais,
São os meus votos Sinceros,
Lénia
Casamento homossexual
Miguel adoptou uma criança, mas Paulo também é pai
por LusaHoje
Miguel e Paulo (nomes fictícios) partilham há cinco anos a paternidade de uma criança que o primeiro adoptou. Ambos participam nas festas da escola e passam o Natal com a família. "O nosso filho tem uma vida semelhante à das outras crianças".
Um ano antes de conhecer Paulo, Miguel adoptou uma criança, de um ano, no país estrangeiro onde residia. Descreve o processo como rápido, eficiente e controlado. Entre a candidatura e a decisão final passaram cerca de 17 meses.
"A nossa relação com a escola e com os restantes pais é excelente. Participamos nos aniversários dos colegas de escola do nosso filho sem problemas. Ele tem uma vida social semelhante à das outras crianças", garante.
Acrescenta que na escola as reacções foram todas "positivas" e que este ano a professora fez um comentário peculiar: "Disse que já tinha tido uma aluna com duas mães, mas que dois pais era a primeira vez!"
Também a família de Miguel reagiu "muito bem" quando comunicou que ia adoptar uma criança: "A reacção foi de grande acolhimento."
"Há uma vida familiar muito tradicional. O nosso filho fica com os tios ao fim da tarde, os meus sobrinhos costumam estar cá em casa e não existe qualquer distinção de tratamento entre o meu filho e os primos [em relação aos avós]. Fazemos a vida tradicional da família portuguesa", afirma.
No ano passado, o Natal foi em casa de Miguel e Paulo e contou com mais de 30 familiares de quatro gerações.
Sobre a possibilidade de em breve se poder casar, Miguel conta que a questão ainda não foi discutida a fundo, mas que uma coisa é certa: "Tudo o que são passos para acabar com as discriminações existentes são bem-vindos. Se o casamento tornar a posição legal do meu companheiro em relação ao nosso filho mais forte é um bom motivo para o fazermos."
Miguel preocupa-se com o "imbróglio legal" que pode acontecer na hipótese de "morrer amanhã". Lamenta que "o papel real enquanto pai" que o companheiro tem na vida da criança "não esteja devidamente protegido pelo Estado".
"Neste caso, é evidente que o superior interesse do nosso filho estaria mais defendido se tivesse os dois pais reconhecidos", defende.
Quanto aos efeitos da aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, Miguel diz que irá ter um resultado "muito poderoso" na mudança da percepção pública da homossexualidade.
"O facto de o Estado actualmente tratar de forma diferente relações de amor e familiares entre dois cidadãos é sinal de que o próprio Estado está a cooperar com a discriminação", lamenta.
Por outro lado, lembra que mesmo que o Estado não legisle sobre a adopção, os homossexuais já são, hoje, pais.
Depois da contestação inicial, já nem sequer há debate em Espanha
por Lusa
Hoje
Quatro anos depois da aprovação da lei do casamento homossexual em Espanha, que gerou manifestações da Igreja e da ala mais conservadora da sociedade, o tema deixou de ser alvo de polémica e de debate.
A oposição inicial de alguns magistrados e autarcas - que alegaram, sem sucesso, objecção de consciência para não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo - acabou por desaparecer e hoje o casamento entre dois homens ou duas mulheres deixou de ser sequer tema da conversa.
A polémica iniciativa do governo socialista fazia parte do programa que José Luís Rodríguez Zapatero levou às eleições de 2004, que venceu com maioria.
Quase um ano depois, e após intenso debate dentro e fora do parlamento, os deputados aprovaram a alteração ao código civil que não só permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas garante outros direitos relacionados com adopção, herança e pensão.
"O homem e a mulher têm direito a contrair casamento conforme as disposições deste código. O casamento terá os mesmos requisitos e efeitos quando ambos os contraentes forem do mesmo ou de diferentes sexos", lê-se na versão alterada da lei.
A reforma substituiu ainda as expressões "marido e mulher" por "cônjuges" e "pai e mãe" por progenitores.
Apesar da polémica política e religiosa - a Igreja promoveu várias manifestações contra a reforma legislativa -, a sociedade civil espanhola sempre esteve maioritariamente a favor do casamento homossexual, com sondagens a confirmarem que esse apoio chegou quase aos 70 por cento, valor que, nos últimos anos, não tem sido sequer medido, empurrando o tema para o palco da normalidade.
Só no primeiro ano de aplicação da lei - e depois do casamento inaugural entre Carlos Baturin e Emílio Menendez (a 11 de Julho de 2005, nove dias depois da entrada em vigor da lei) - celebraram-se mais de 4500 casamentos.
Dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol, solicitados pela Lusa, confirmam que em 2006 se registaram 4300 casamentos (3000 de homens e 1300 de mulheres).
No ano passado houve 3549 casamentos homossexuais, dos quais 2299 entre homens. Barcelona registou o maior número: 704. Em 2008, registaram-se 114 divórcios entre pessoas do mesmo sexo.
Cerca de 10 por cento dos casamentos envolvem cidadãos estrangeiros, questão que chegou a suscitar dúvidas, clarificadas por decisões judiciais que determinaram que o casamento entre espanhóis e estrangeiros ou apenas entre estrangeiros seria aceite caso estes tivessem residência em Espanha.
Desde a entrada em vigor da lei outras reformas importantes para o colectivo homossexual e transgénero espanhol foram aprovadas, incluindo a alteração que permite aceder, de acordo com o definido em cada região autónoma, ao Serviço Nacional de Saúde para fazer uma operação de mudança de sexo e alterar a identidade no registo civil, quer se tenha feito essa operação ou não.
No eterno conflito entre esquerda e direita em Espanha, a polémica virou-se para outros temas, como a reforma da lei do aborto ou, em menor escala, se devem ou não ser retirados os crucifixos das salas de aula.
Depois da contestação inicial, já nem sequer há debate em Espanha
por Lusa
Hoje
Quatro anos depois da aprovação da lei do casamento homossexual em Espanha, que gerou manifestações da Igreja e da ala mais conservadora da sociedade, o tema deixou de ser alvo de polémica e de debate.
A oposição inicial de alguns magistrados e autarcas - que alegaram, sem sucesso, objecção de consciência para não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo - acabou por desaparecer e hoje o casamento entre dois homens ou duas mulheres deixou de ser sequer tema da conversa.
A polémica iniciativa do governo socialista fazia parte do programa que José Luís Rodríguez Zapatero levou às eleições de 2004, que venceu com maioria.
Quase um ano depois, e após intenso debate dentro e fora do parlamento, os deputados aprovaram a alteração ao código civil que não só permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas garante outros direitos relacionados com adopção, herança e pensão.
"O homem e a mulher têm direito a contrair casamento conforme as disposições deste código. O casamento terá os mesmos requisitos e efeitos quando ambos os contraentes forem do mesmo ou de diferentes sexos", lê-se na versão alterada da lei.
A reforma substituiu ainda as expressões "marido e mulher" por "cônjuges" e "pai e mãe" por progenitores.
Apesar da polémica política e religiosa - a Igreja promoveu várias manifestações contra a reforma legislativa -, a sociedade civil espanhola sempre esteve maioritariamente a favor do casamento homossexual, com sondagens a confirmarem que esse apoio chegou quase aos 70 por cento, valor que, nos últimos anos, não tem sido sequer medido, empurrando o tema para o palco da normalidade.
Só no primeiro ano de aplicação da lei - e depois do casamento inaugural entre Carlos Baturin e Emílio Menendez (a 11 de Julho de 2005, nove dias depois da entrada em vigor da lei) - celebraram-se mais de 4500 casamentos.
Dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol, solicitados pela Lusa, confirmam que em 2006 se registaram 4300 casamentos (3000 de homens e 1300 de mulheres).
No ano passado houve 3549 casamentos homossexuais, dos quais 2299 entre homens. Barcelona registou o maior número: 704. Em 2008, registaram-se 114 divórcios entre pessoas do mesmo sexo.
Cerca de 10 por cento dos casamentos envolvem cidadãos estrangeiros, questão que chegou a suscitar dúvidas, clarificadas por decisões judiciais que determinaram que o casamento entre espanhóis e estrangeiros ou apenas entre estrangeiros seria aceite caso estes tivessem residência em Espanha.
Desde a entrada em vigor da lei outras reformas importantes para o colectivo homossexual e transgénero espanhol foram aprovadas, incluindo a alteração que permite aceder, de acordo com o definido em cada região autónoma, ao Serviço Nacional de Saúde para fazer uma operação de mudança de sexo e alterar a identidade no registo civil, quer se tenha feito essa operação ou não.
No eterno conflito entre esquerda e direita em Espanha, a polémica virou-se para outros temas, como a reforma da lei do aborto ou, em menor escala, se devem ou não ser retirados os crucifixos das salas de aula.
Espero que se faça justiça e que estes casais sejam desde de agora mais felizes do que eram e possam ser pais.
Espero que sobretudo o ser humano aceite, porque o respeito e o acto de dar amor a uma criança e poder fazê-la feliz sem ser numa instituição, é sempre bom sinal, se o casal nunca se agredir nem ter atitudes que muitos heterossexuais estão a ter últimamente.
Apesar de ser Hetero, defenderei sempre a diferença da minha orientação, porque saber respeitar o próximo é gratificante e aceitá-lo também, porque todos nós somos Filhos de Deus, e não somos mais do que os Homo, mais iguais, porque tudo que fizermos aqui, nós deixamos para trás e não conseguimos levar com a nossa morte.
Por isso saber respeitar o próximo é sempre o melhor acto e atitude do Ser Humano, por isso façam-no sempre e serão sempre felizes com o mundo e com a sociedade.
Boa sorte para os Homossexuais,
São os meus votos Sinceros,
Lénia
Casamento homossexual
Miguel adoptou uma criança, mas Paulo também é pai
por LusaHoje
Miguel e Paulo (nomes fictícios) partilham há cinco anos a paternidade de uma criança que o primeiro adoptou. Ambos participam nas festas da escola e passam o Natal com a família. "O nosso filho tem uma vida semelhante à das outras crianças".
Um ano antes de conhecer Paulo, Miguel adoptou uma criança, de um ano, no país estrangeiro onde residia. Descreve o processo como rápido, eficiente e controlado. Entre a candidatura e a decisão final passaram cerca de 17 meses.
"A nossa relação com a escola e com os restantes pais é excelente. Participamos nos aniversários dos colegas de escola do nosso filho sem problemas. Ele tem uma vida social semelhante à das outras crianças", garante.
Acrescenta que na escola as reacções foram todas "positivas" e que este ano a professora fez um comentário peculiar: "Disse que já tinha tido uma aluna com duas mães, mas que dois pais era a primeira vez!"
Também a família de Miguel reagiu "muito bem" quando comunicou que ia adoptar uma criança: "A reacção foi de grande acolhimento."
"Há uma vida familiar muito tradicional. O nosso filho fica com os tios ao fim da tarde, os meus sobrinhos costumam estar cá em casa e não existe qualquer distinção de tratamento entre o meu filho e os primos [em relação aos avós]. Fazemos a vida tradicional da família portuguesa", afirma.
No ano passado, o Natal foi em casa de Miguel e Paulo e contou com mais de 30 familiares de quatro gerações.
Sobre a possibilidade de em breve se poder casar, Miguel conta que a questão ainda não foi discutida a fundo, mas que uma coisa é certa: "Tudo o que são passos para acabar com as discriminações existentes são bem-vindos. Se o casamento tornar a posição legal do meu companheiro em relação ao nosso filho mais forte é um bom motivo para o fazermos."
Miguel preocupa-se com o "imbróglio legal" que pode acontecer na hipótese de "morrer amanhã". Lamenta que "o papel real enquanto pai" que o companheiro tem na vida da criança "não esteja devidamente protegido pelo Estado".
"Neste caso, é evidente que o superior interesse do nosso filho estaria mais defendido se tivesse os dois pais reconhecidos", defende.
Quanto aos efeitos da aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, Miguel diz que irá ter um resultado "muito poderoso" na mudança da percepção pública da homossexualidade.
"O facto de o Estado actualmente tratar de forma diferente relações de amor e familiares entre dois cidadãos é sinal de que o próprio Estado está a cooperar com a discriminação", lamenta.
Por outro lado, lembra que mesmo que o Estado não legisle sobre a adopção, os homossexuais já são, hoje, pais.
Depois da contestação inicial, já nem sequer há debate em Espanha
por Lusa
Hoje
Quatro anos depois da aprovação da lei do casamento homossexual em Espanha, que gerou manifestações da Igreja e da ala mais conservadora da sociedade, o tema deixou de ser alvo de polémica e de debate.
A oposição inicial de alguns magistrados e autarcas - que alegaram, sem sucesso, objecção de consciência para não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo - acabou por desaparecer e hoje o casamento entre dois homens ou duas mulheres deixou de ser sequer tema da conversa.
A polémica iniciativa do governo socialista fazia parte do programa que José Luís Rodríguez Zapatero levou às eleições de 2004, que venceu com maioria.
Quase um ano depois, e após intenso debate dentro e fora do parlamento, os deputados aprovaram a alteração ao código civil que não só permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas garante outros direitos relacionados com adopção, herança e pensão.
"O homem e a mulher têm direito a contrair casamento conforme as disposições deste código. O casamento terá os mesmos requisitos e efeitos quando ambos os contraentes forem do mesmo ou de diferentes sexos", lê-se na versão alterada da lei.
A reforma substituiu ainda as expressões "marido e mulher" por "cônjuges" e "pai e mãe" por progenitores.
Apesar da polémica política e religiosa - a Igreja promoveu várias manifestações contra a reforma legislativa -, a sociedade civil espanhola sempre esteve maioritariamente a favor do casamento homossexual, com sondagens a confirmarem que esse apoio chegou quase aos 70 por cento, valor que, nos últimos anos, não tem sido sequer medido, empurrando o tema para o palco da normalidade.
Só no primeiro ano de aplicação da lei - e depois do casamento inaugural entre Carlos Baturin e Emílio Menendez (a 11 de Julho de 2005, nove dias depois da entrada em vigor da lei) - celebraram-se mais de 4500 casamentos.
Dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol, solicitados pela Lusa, confirmam que em 2006 se registaram 4300 casamentos (3000 de homens e 1300 de mulheres).
No ano passado houve 3549 casamentos homossexuais, dos quais 2299 entre homens. Barcelona registou o maior número: 704. Em 2008, registaram-se 114 divórcios entre pessoas do mesmo sexo.
Cerca de 10 por cento dos casamentos envolvem cidadãos estrangeiros, questão que chegou a suscitar dúvidas, clarificadas por decisões judiciais que determinaram que o casamento entre espanhóis e estrangeiros ou apenas entre estrangeiros seria aceite caso estes tivessem residência em Espanha.
Desde a entrada em vigor da lei outras reformas importantes para o colectivo homossexual e transgénero espanhol foram aprovadas, incluindo a alteração que permite aceder, de acordo com o definido em cada região autónoma, ao Serviço Nacional de Saúde para fazer uma operação de mudança de sexo e alterar a identidade no registo civil, quer se tenha feito essa operação ou não.
No eterno conflito entre esquerda e direita em Espanha, a polémica virou-se para outros temas, como a reforma da lei do aborto ou, em menor escala, se devem ou não ser retirados os crucifixos das salas de aula.
Depois da contestação inicial, já nem sequer há debate em Espanha
por Lusa
Hoje
Quatro anos depois da aprovação da lei do casamento homossexual em Espanha, que gerou manifestações da Igreja e da ala mais conservadora da sociedade, o tema deixou de ser alvo de polémica e de debate.
A oposição inicial de alguns magistrados e autarcas - que alegaram, sem sucesso, objecção de consciência para não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo - acabou por desaparecer e hoje o casamento entre dois homens ou duas mulheres deixou de ser sequer tema da conversa.
A polémica iniciativa do governo socialista fazia parte do programa que José Luís Rodríguez Zapatero levou às eleições de 2004, que venceu com maioria.
Quase um ano depois, e após intenso debate dentro e fora do parlamento, os deputados aprovaram a alteração ao código civil que não só permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas garante outros direitos relacionados com adopção, herança e pensão.
"O homem e a mulher têm direito a contrair casamento conforme as disposições deste código. O casamento terá os mesmos requisitos e efeitos quando ambos os contraentes forem do mesmo ou de diferentes sexos", lê-se na versão alterada da lei.
A reforma substituiu ainda as expressões "marido e mulher" por "cônjuges" e "pai e mãe" por progenitores.
Apesar da polémica política e religiosa - a Igreja promoveu várias manifestações contra a reforma legislativa -, a sociedade civil espanhola sempre esteve maioritariamente a favor do casamento homossexual, com sondagens a confirmarem que esse apoio chegou quase aos 70 por cento, valor que, nos últimos anos, não tem sido sequer medido, empurrando o tema para o palco da normalidade.
Só no primeiro ano de aplicação da lei - e depois do casamento inaugural entre Carlos Baturin e Emílio Menendez (a 11 de Julho de 2005, nove dias depois da entrada em vigor da lei) - celebraram-se mais de 4500 casamentos.
Dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol, solicitados pela Lusa, confirmam que em 2006 se registaram 4300 casamentos (3000 de homens e 1300 de mulheres).
No ano passado houve 3549 casamentos homossexuais, dos quais 2299 entre homens. Barcelona registou o maior número: 704. Em 2008, registaram-se 114 divórcios entre pessoas do mesmo sexo.
Cerca de 10 por cento dos casamentos envolvem cidadãos estrangeiros, questão que chegou a suscitar dúvidas, clarificadas por decisões judiciais que determinaram que o casamento entre espanhóis e estrangeiros ou apenas entre estrangeiros seria aceite caso estes tivessem residência em Espanha.
Desde a entrada em vigor da lei outras reformas importantes para o colectivo homossexual e transgénero espanhol foram aprovadas, incluindo a alteração que permite aceder, de acordo com o definido em cada região autónoma, ao Serviço Nacional de Saúde para fazer uma operação de mudança de sexo e alterar a identidade no registo civil, quer se tenha feito essa operação ou não.
No eterno conflito entre esquerda e direita em Espanha, a polémica virou-se para outros temas, como a reforma da lei do aborto ou, em menor escala, se devem ou não ser retirados os crucifixos das salas de aula.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Bem Estar ajuda a viver mais tempo e a ter um casamento duradouro
Bem Estar ajuda a viver mais tempo
O facto de se sentir bem pode ajudá-lo a viver mais tempo?
Ou os anos de emoções negativas, o stress e a tristeza reduzem esse tempo de vida? As ligações são complexas e não muito bem conhecidas. Embora a saúde física seja mensurável – podemos controlar a tensão arterial para garantir que ela se mantém a níveis compatíveis com a saúde ou associar os hábitos tabágicos diários às estatísticas de mortalidade -, os efeitos benéficos e nocivos das emoções são muito mais difíceis de avaliar. O conceito de felicidade de uma pessoa pode ser muito diferente do de outra.
De certa maneira, é óbvio que o bem-estar mental fomenta a longe-vidade. Quanto maior for a sua dose do tal factor de «bem-estar», maior é a probabilidade de se sair bem na sua actividade profissional, por exemplo, e de ganhar mais dinheiro para comprar alimentos saudáveis, frequentar o ginásio e tirar umas férias relaxantes. Também é mais provável que trabalhe melhor em equipa e se relacione melhor com os outros. As pessoas felizes fazem mais amigos, têm um relacionamento melhor e uma propensão maior para encontrar um amor duradouro e um casamento estável. Tudo isto contribui para uma vida mais longa. O bem-estar mental é precioso, não só porque o faz sentir bem como também porque tem consequências benéficas. E a felicidade gera felicidade: quanto melhor se sentir, melhores resultados alcançará – e isto, por sua vez, fá-lo-á sentir-se ainda melhor!
O facto de se sentir bem pode ajudá-lo a viver mais tempo?
Ou os anos de emoções negativas, o stress e a tristeza reduzem esse tempo de vida? As ligações são complexas e não muito bem conhecidas. Embora a saúde física seja mensurável – podemos controlar a tensão arterial para garantir que ela se mantém a níveis compatíveis com a saúde ou associar os hábitos tabágicos diários às estatísticas de mortalidade -, os efeitos benéficos e nocivos das emoções são muito mais difíceis de avaliar. O conceito de felicidade de uma pessoa pode ser muito diferente do de outra.
De certa maneira, é óbvio que o bem-estar mental fomenta a longe-vidade. Quanto maior for a sua dose do tal factor de «bem-estar», maior é a probabilidade de se sair bem na sua actividade profissional, por exemplo, e de ganhar mais dinheiro para comprar alimentos saudáveis, frequentar o ginásio e tirar umas férias relaxantes. Também é mais provável que trabalhe melhor em equipa e se relacione melhor com os outros. As pessoas felizes fazem mais amigos, têm um relacionamento melhor e uma propensão maior para encontrar um amor duradouro e um casamento estável. Tudo isto contribui para uma vida mais longa. O bem-estar mental é precioso, não só porque o faz sentir bem como também porque tem consequências benéficas. E a felicidade gera felicidade: quanto melhor se sentir, melhores resultados alcançará – e isto, por sua vez, fá-lo-á sentir-se ainda melhor!
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