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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

As bicicletas contra a vida sexual?




As bicicletas contra a vida sexual?

Pedalar sai caro - dizem estudos publicados no Journal of Sexual Medicine

2005-10-11

Andar de bicicleta pode em alguns casos estragar a vida sexual e provocar nos homens problemas irreversíveis de erecção, segundo uma série de recentes estudos médicos. Um selim inadaptado pode bloquear a circulação sanguínea nos órgãos genitais e levar à impotência, sendo que as mulheres ciclistas podem também ter problemas sexuais devido a má vascularização e inervação do clítoris.


Uma dezena de estudos feitos desde 2000 - e resumidos em três artigos publicados por médicos na edição de Setembro do Journal of Sexual Medicine citado pela LUSA - estima que quatro a cinco por cento dos homens que andam regularmente de bicicleta sofre de impotência em diversos graus, explica o urologista Irwin Goldstein.Para este médico, chefe de redacção do jornal, "por vezes os danos são apenas temporários", mas nesses casos "vale mais mudar de actividade física".


Os homens que usam bicicletas de competição, cujos selins são longos e estreitos, correm mais riscos de impotência sexual, afirma Goldstein. O períneo, região entre o ânus e os órgãos genitais em que passa um canal com uma artéria e os nervos que participam no bom funcionamento sexual, nunca fica comprimido quando uma pessoa se senta numa cadeira. Mas num selim de bicicleta a pressão é sete vezes maior. Quando mais estreita for a parte da frente do selim, maior é a compressão do períneo, acrescenta.



Também um estudo que comparou as mulheres ciclistas com as corredoras mostra que as adeptas da bicicleta têm mais dificuldade em chegar ao orgasmo. Para Steven Schrader, especialista no sistema reprodutor no Instituto Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho (NIOSH), isto não quer dizer que se deva deixar de andar de bicicleta. "Os ciclistas ocasionais raramente têm problemas" - escreve este especialista num editorial do jornal. "Mas os que passam longas horas todas as semanas sentados num selim devem ter cuidado".



Segundo estudos, um ciclista sentado num selim tradicional, longo e estreito, projecta para a frente um quarto do seu peso, exercendo uma pressão máxima sobre o períneo. Três minutos depois, o fluxo sanguíneo que alimenta o pénis começa a diminuir, explicou Goldstein. Passada uma hora, o pénis entorpece, primeiro sinal de problema, acrescentou.



Na sua óptica, os fabricantes de bicicletas, embora tentem melhorar os selins, "evitam reconhecer o problema", o que atribui "talvez ao medo de processos judiciais". "Não é normal que as bicicletas sejam vendidas sem avisos, já que se trata de um verdadeiro problema médico", insiste Goldstein.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Miguel adoptou uma criança, mas Paulo também é pai

Espero que o governo faça justiça, e deixe este casal e outros homossexuais serem pais mesmo casados, porque o bem estar das pessoas e a Justiça, eu defendo-a, mas corrupção e a mentira já não.
Espero que se faça justiça e que estes casais sejam desde de agora mais felizes do que eram e possam ser pais.
Espero que sobretudo o ser humano aceite, porque o respeito e o acto de dar amor a uma criança e poder fazê-la feliz sem ser numa instituição, é sempre bom sinal, se o casal nunca se agredir nem ter atitudes que muitos heterossexuais estão a ter últimamente.
Apesar de ser Hetero, defenderei sempre a diferença da minha orientação, porque saber respeitar o próximo é gratificante e aceitá-lo também, porque todos nós somos Filhos de Deus, e não somos mais do que os Homo, mais iguais, porque tudo que fizermos aqui, nós deixamos para trás e não conseguimos levar com a nossa morte.
Por isso saber respeitar o próximo é sempre o melhor acto e atitude do Ser Humano, por isso façam-no sempre e serão sempre felizes com o mundo e com a sociedade.
Boa sorte para os Homossexuais,
São os meus votos Sinceros,
Lénia



Casamento homossexual
Miguel adoptou uma criança, mas Paulo também é pai
por LusaHoje

Miguel e Paulo (nomes fictícios) partilham há cinco anos a paternidade de uma criança que o primeiro adoptou. Ambos participam nas festas da escola e passam o Natal com a família. "O nosso filho tem uma vida semelhante à das outras crianças".

Um ano antes de conhecer Paulo, Miguel adoptou uma criança, de um ano, no país estrangeiro onde residia. Descreve o processo como rápido, eficiente e controlado. Entre a candidatura e a decisão final passaram cerca de 17 meses.

"A nossa relação com a escola e com os restantes pais é excelente. Participamos nos aniversários dos colegas de escola do nosso filho sem problemas. Ele tem uma vida social semelhante à das outras crianças", garante.

Acrescenta que na escola as reacções foram todas "positivas" e que este ano a professora fez um comentário peculiar: "Disse que já tinha tido uma aluna com duas mães, mas que dois pais era a primeira vez!"

Também a família de Miguel reagiu "muito bem" quando comunicou que ia adoptar uma criança: "A reacção foi de grande acolhimento."

"Há uma vida familiar muito tradicional. O nosso filho fica com os tios ao fim da tarde, os meus sobrinhos costumam estar cá em casa e não existe qualquer distinção de tratamento entre o meu filho e os primos [em relação aos avós]. Fazemos a vida tradicional da família portuguesa", afirma.

No ano passado, o Natal foi em casa de Miguel e Paulo e contou com mais de 30 familiares de quatro gerações.

Sobre a possibilidade de em breve se poder casar, Miguel conta que a questão ainda não foi discutida a fundo, mas que uma coisa é certa: "Tudo o que são passos para acabar com as discriminações existentes são bem-vindos. Se o casamento tornar a posição legal do meu companheiro em relação ao nosso filho mais forte é um bom motivo para o fazermos."

Miguel preocupa-se com o "imbróglio legal" que pode acontecer na hipótese de "morrer amanhã". Lamenta que "o papel real enquanto pai" que o companheiro tem na vida da criança "não esteja devidamente protegido pelo Estado".

"Neste caso, é evidente que o superior interesse do nosso filho estaria mais defendido se tivesse os dois pais reconhecidos", defende.

Quanto aos efeitos da aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, Miguel diz que irá ter um resultado "muito poderoso" na mudança da percepção pública da homossexualidade.

"O facto de o Estado actualmente tratar de forma diferente relações de amor e familiares entre dois cidadãos é sinal de que o próprio Estado está a cooperar com a discriminação", lamenta.

Por outro lado, lembra que mesmo que o Estado não legisle sobre a adopção, os homossexuais já são, hoje, pais.




Depois da contestação inicial, já nem sequer há debate em Espanha
por Lusa
Hoje


Quatro anos depois da aprovação da lei do casamento homossexual em Espanha, que gerou manifestações da Igreja e da ala mais conservadora da sociedade, o tema deixou de ser alvo de polémica e de debate.

A oposição inicial de alguns magistrados e autarcas - que alegaram, sem sucesso, objecção de consciência para não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo - acabou por desaparecer e hoje o casamento entre dois homens ou duas mulheres deixou de ser sequer tema da conversa.

A polémica iniciativa do governo socialista fazia parte do programa que José Luís Rodríguez Zapatero levou às eleições de 2004, que venceu com maioria.

Quase um ano depois, e após intenso debate dentro e fora do parlamento, os deputados aprovaram a alteração ao código civil que não só permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas garante outros direitos relacionados com adopção, herança e pensão.

"O homem e a mulher têm direito a contrair casamento conforme as disposições deste código. O casamento terá os mesmos requisitos e efeitos quando ambos os contraentes forem do mesmo ou de diferentes sexos", lê-se na versão alterada da lei.

A reforma substituiu ainda as expressões "marido e mulher" por "cônjuges" e "pai e mãe" por progenitores.

Apesar da polémica política e religiosa - a Igreja promoveu várias manifestações contra a reforma legislativa -, a sociedade civil espanhola sempre esteve maioritariamente a favor do casamento homossexual, com sondagens a confirmarem que esse apoio chegou quase aos 70 por cento, valor que, nos últimos anos, não tem sido sequer medido, empurrando o tema para o palco da normalidade.

Só no primeiro ano de aplicação da lei - e depois do casamento inaugural entre Carlos Baturin e Emílio Menendez (a 11 de Julho de 2005, nove dias depois da entrada em vigor da lei) - celebraram-se mais de 4500 casamentos.

Dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol, solicitados pela Lusa, confirmam que em 2006 se registaram 4300 casamentos (3000 de homens e 1300 de mulheres).

No ano passado houve 3549 casamentos homossexuais, dos quais 2299 entre homens. Barcelona registou o maior número: 704. Em 2008, registaram-se 114 divórcios entre pessoas do mesmo sexo.

Cerca de 10 por cento dos casamentos envolvem cidadãos estrangeiros, questão que chegou a suscitar dúvidas, clarificadas por decisões judiciais que determinaram que o casamento entre espanhóis e estrangeiros ou apenas entre estrangeiros seria aceite caso estes tivessem residência em Espanha.

Desde a entrada em vigor da lei outras reformas importantes para o colectivo homossexual e transgénero espanhol foram aprovadas, incluindo a alteração que permite aceder, de acordo com o definido em cada região autónoma, ao Serviço Nacional de Saúde para fazer uma operação de mudança de sexo e alterar a identidade no registo civil, quer se tenha feito essa operação ou não.

No eterno conflito entre esquerda e direita em Espanha, a polémica virou-se para outros temas, como a reforma da lei do aborto ou, em menor escala, se devem ou não ser retirados os crucifixos das salas de aula.







Depois da contestação inicial, já nem sequer há debate em Espanha
por Lusa
Hoje


Quatro anos depois da aprovação da lei do casamento homossexual em Espanha, que gerou manifestações da Igreja e da ala mais conservadora da sociedade, o tema deixou de ser alvo de polémica e de debate.

A oposição inicial de alguns magistrados e autarcas - que alegaram, sem sucesso, objecção de consciência para não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo - acabou por desaparecer e hoje o casamento entre dois homens ou duas mulheres deixou de ser sequer tema da conversa.

A polémica iniciativa do governo socialista fazia parte do programa que José Luís Rodríguez Zapatero levou às eleições de 2004, que venceu com maioria.

Quase um ano depois, e após intenso debate dentro e fora do parlamento, os deputados aprovaram a alteração ao código civil que não só permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas garante outros direitos relacionados com adopção, herança e pensão.

"O homem e a mulher têm direito a contrair casamento conforme as disposições deste código. O casamento terá os mesmos requisitos e efeitos quando ambos os contraentes forem do mesmo ou de diferentes sexos", lê-se na versão alterada da lei.

A reforma substituiu ainda as expressões "marido e mulher" por "cônjuges" e "pai e mãe" por progenitores.

Apesar da polémica política e religiosa - a Igreja promoveu várias manifestações contra a reforma legislativa -, a sociedade civil espanhola sempre esteve maioritariamente a favor do casamento homossexual, com sondagens a confirmarem que esse apoio chegou quase aos 70 por cento, valor que, nos últimos anos, não tem sido sequer medido, empurrando o tema para o palco da normalidade.

Só no primeiro ano de aplicação da lei - e depois do casamento inaugural entre Carlos Baturin e Emílio Menendez (a 11 de Julho de 2005, nove dias depois da entrada em vigor da lei) - celebraram-se mais de 4500 casamentos.

Dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol, solicitados pela Lusa, confirmam que em 2006 se registaram 4300 casamentos (3000 de homens e 1300 de mulheres).

No ano passado houve 3549 casamentos homossexuais, dos quais 2299 entre homens. Barcelona registou o maior número: 704. Em 2008, registaram-se 114 divórcios entre pessoas do mesmo sexo.

Cerca de 10 por cento dos casamentos envolvem cidadãos estrangeiros, questão que chegou a suscitar dúvidas, clarificadas por decisões judiciais que determinaram que o casamento entre espanhóis e estrangeiros ou apenas entre estrangeiros seria aceite caso estes tivessem residência em Espanha.

Desde a entrada em vigor da lei outras reformas importantes para o colectivo homossexual e transgénero espanhol foram aprovadas, incluindo a alteração que permite aceder, de acordo com o definido em cada região autónoma, ao Serviço Nacional de Saúde para fazer uma operação de mudança de sexo e alterar a identidade no registo civil, quer se tenha feito essa operação ou não.

No eterno conflito entre esquerda e direita em Espanha, a polémica virou-se para outros temas, como a reforma da lei do aborto ou, em menor escala, se devem ou não ser retirados os crucifixos das salas de aula.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Conhecimentos dos Homens-Liderança

Conhecimento dos homens

A arte de conduzir homens é difícil. Primeiramente, porque depende dos dons naturais desigualmente repartidos, mas também porque as leis psicológicas que estão na base das relações entre chefes e subordinados são muito pouco conhecidas.

Certo homem experimentado que, já idoso, chegou rapidamente a dirigir com êxito uma indústria, empregando numeroso pessoal, respondia aos amigos que se admiravam de tão pronto triunfo: "Com efeito, eu não conhecia as máquinas, mas conhecia de sobejo os homens.

Antes de tudo, há que proceder à avaliação das pessoas, como duma casa, para ver o que valem (Foch).

Conhecer a sua profissão é bom, e pode bastar para o artista que trabalha isolado; mas o chefe por definição é aquele que comanda outros homens, e o conhecimento dos homens que tem de dirigir é-lhe tão necessário como o conhecimento da missão para a qual lhe compete orientá-los.

O ideal dum chefe consiste em colocar cada qual em seu lugar: The right man in the right place. Um homem que se encontra perante uma missão que o ultrapassa sente-se ridículo e incapaz; um homem que está no lugar que lhe convém parece sempre inteligente.

Nem sempre é fácil encontrar para cada pessoa o trabalho que lhe convém; mas, sabe-se por experiência que basta por vezes uma mudança, aparentemente insignificante, para fazer dum mau operário um bom operário.

Ao chefe compete conhecer seus homens para estar à altura de adaptar as suas ordens à capacidade de cada um, deixando àqueles que o merecem muita iniciativa, tendo mais debaixo de mão aqueles que não saberiam agir sozinhos, - usando uma escala que vai desde a injunção breve até à persuasão subtil. Certos chefes são tão inábeis que, quando falam, os seus súbditos têm a tentação de fazer o contrário do que lhes foi ordenado.

Um indivíduo qualificado de mau por um chefe pode ser excelente para outro, unicamente porque o último soube captá-lo, ao passo que o primeiro não o tinha compreendido.

Não deve considerar-se ninguém, facilmente, como incapaz. Há muito menos incapazes do que geralmente se julga; há sobretudo indivíduos mal utilizados, aos quais não se deu a função que convinha.

Um grupo, seja qual for, não possui coesão senão quando os membros não só se conhecem entre si, mas também conhece o seu chefe e sabem que são conhecidos por ele; o ser humano tem necessidade de se sentir conhecido, compreendido, estimado e apreciado para se entregar totalmente à tarefa que lhe foi proposta, e será capaz de se exceder a si próprio, se sabe que seu chefe conta pessoalmente com ele para qualquer esforço que haja de realizar-se.

Todo o homem possui mais ou menos confusamente o sentido da sua dignidade humana; quer que se lhe reconheça a sua personalidade. Ser tratado como um número ou como simples rodagem de máquina determina nele um complexo de inferioridade que procurará contrabalançar pela indiferença, pela revolta ou pelo desprezo.

O chefe deve dar a cada um a impressão de que lhe reconhece uma individualidade própria, que o não confunde com os outros, que o distingue como tendo existência e valor especiais no meio da multidão dos seus semelhantes.

Este conhecimento profundo constitui ao mesmo tempo para o chefe a maior habilidade e a fonte do maior poder: é o segredo dos ilustres condutores de homens (cf. Napoleão puxando a orelha ao veterano: "Tu, vi-te em Marengo!").

Um chefe, sempre que pode, chama aos seus homens pelos seus nomes. Não esquece que o nome é para aquele que o usa a palavra mais suave e a mais importante de todo o vocabulário.

O conhecimento dos homens permite apreciar com exactidão o moral dum grupo e, determinar o que se pode exigir-lhe em dado momento sem correr o risco de provocar a confusão. É esse conhecimento que gera o sentimento do que se chama "o praticável", além do qual a disciplina se rompe.

Nem todo o chefe, que é mais ou menos um educador, pode exercer uma influência feliz a não ser que seja também perspicaz para adivinhar as necessidades, as aptidões, os gostos, os caracteres, os reflexos dos seus homens. O conhecimento do coração humano, não basta; é necessário possuir o dom de adivinhar o que vai na alma daqueles cujo encargo nos está confiado.

Para conhecer bem os homens, o chefe deve abster-se de simplificações extremas. O ser humano nem sempre é racional e simples. Tem tendências múltiplas que se compensam e equilibram umas com as outras, quando submetidas a variações mais ou menos frequentes, segundo o temperamento, o carácter, a saúde, o meio que o rodeia, os acontecimentos que o afectam.

Conhecer, etimologicamente, é nascer com, viver com, sentir com, e não há verdadeiro conhecimento senão na medida em que se simpatiza, se partilha dos sofrimentos e das dificuldades de cada um, se sabe tomar o seu lugar.

Um homem inquieto procura sempre a quem confiar o objecto das suas inquietações, e mais vale que a confidência seja recolhida pelo seu chefe, que saberá corrigir o erro ou testemunhar simpatia. Doutro modo, o homem é tentado a pedir assistência a um ignorante ou a um irresponsável.

O chefe deve esforçar-se por ficar em contacto com os seus subordinados - o que constituirá sempre para ele ocasião de observações fecundas, porque poderão assim surpreender ao vivo as mais espontâneas reacções, ao mesmo tempo que poderá destruir a timidez que paralisa e provocar confidências que tranquilizam.

Quando vos dirigis a um homem, lembrai-vos de que não falais a um ser com lógica, mas a um ser com emoção.

O homem que não tem o instinto de surpreender o que se passa na alma de seus súbditos pode ser um génio noutro aspecto, nunca será porém um verdadeiro chefe.

O homem que se lamenta não exige necessariamente que se lhe dê satisfação: deseja sobretudo ser escutado com interesse e provocar uma decisão, seja em que sentido for.

Para apreciar os seus homens, o chefe deve cultivar em si, por causa deles, uma disposição acolhedora, porque os defeitos são muitas vezes mais aparentes do que as qualidades. Aliás, a importância dum defeito não poderia ser cifrada em valor absoluto, porque depende essencialmente das qualidades que se lhe contrapõem e da natureza das funções confiadas ao interessado.